NEFROPATIA DIABÉTICA

A nefropatia diabética é uma das complicações crônicas do diabetes, que afeta os rins, inicia-se geralmente com perda de proteína pela urina, evoluindo para a chamada glomerulopatia diabética caracterizada por síndrome nefrótica, hipertensão arterial chegando a insuficiência renal crônica. Cerca de 35 % dos diabéticos tipo 1 e 10 % dos diabéticos tipo 2 desenvolvem a doença renal.
Existe uma intima relação entre glicemias cronicamente elevadas e a lesão dos glomérulos dos rins. Sabe-se que quanto melhor o controle glicêmico, menor a incidência da nefropatia diabética.

Geralmente a nefropatia diabética vem sempre acompanhada de uma outra complicação do diabetes a retinopatia , por isso notada qualquer alteração visual deve-se voltar a atenção para o estado dos rins. Detectar precocemente o inicio é possível através de um exame na urina. A presença de microalbuminúria no exame indica que doença vai se desenvolver e medidas profiláticas já são hoje disponíveis.

A doença se inicia com perda de proteína na urina, o que a torna espumosa, ao examiná-la observa-se aumento da quantidade de proteínas, chegando a níveis superiores a 10gr por 24 horas e muitas vezes ocorre também a presença de hemácias. A consequência inicial é o inchaço dos pés depois das pernas pela tarde e nas pálpebras pela manhã. O aumento da pressão arterial pode atingir níveis altos e a função renal prejudicada se manifesta em vômitos, náuseas, fraqueza, sonolência, emagrecimento, palidez, desânimo, alteração de libido, entre outros sintomas.

A insuficiência renal é diagnosticada pelo aumento da uréia e creatinina no sangue e outras alterações como anemia, e aumento dos níveis de cálcio e potássio.

Os primeiros sinais da doença aparecem após 10 a 15 anos após o inicio do diabetes e é variável em razão do hábito de controle da glicemia, pressão arterial, e outros como colesterol e triglicérides. Após o surgimento da nefropatia, em cerca de 5 anos estabelece-se a insuficiência renal e a necessidade de diálise ou transplante.

COMO PREVENIR

Vários fatores interagem na prevenção da nefropatia diabética, a boa monitorização da glicemia, o controle do peso, dieta e atividade física constante. A pressão não deve ser superior a 140/80 mm Hg e o controle das gorduras do sangue por dieta ou medicação são importantes. Hoje em dia existe um grupo de drogas, os inibidores da enzima de conversão (ECA) que tem um efeito protetor renal . No entanto, não está certo que a redução obtida nos níveis de excreção de albumina é devida a um efeito renal independente. Também não está definido se esta redução retarda a evolução de doença renal inicial para insuficiência renal, nesses pacientes.

Os rins dos portadores de nefropatia são mais susceptíveis ao efeito tóxico dos antiinflamatórios não hormonais, muito utilizados sem receita médica e as drogas usadas como contraste para coronariografia, urografia excretora e mamografia, além de alguns antibióticos que também pioram a função renal já alterada.

Complicações frequentes no diabético idoso é a pielonefrite aguda que deve ser evitada por vários meios. No homem pelo exame de próstata, ultrassom e dosagem de PSA. Há remédios hoje que reduzem o tamanho da próstata e melhoram o jato urinário. A mulher que não menstrua mais é sujeita a infecções urinárias por alteração da flora vaginal. O uso local de estrogênio é uma medida útil. A bexiga neurogênica ( com dificuldade para esvaziar ) é também uma consequência da neuropatia diabética e a retenção urinária, além de prejudicar a função renal, facilita a infecção. Cerca de 35 % dos diabéticos tem disfunção de bexiga.

O manuseio das insulinas ou drogas hipoglicemiantes orais é importante para o diabético insuficiente renal. A insulina é degradada pelos rins e com a diminuição da função reduz-se a degradação Assim a mesma dose tem efeito mais intenso e podem ocorrer hipoglicemias, as doses e as frequências devem então ser reduzidas. Os hipoglicemiantes orais são de eliminação renal, se acumulam no sangue e causam queda de açúcar, em geral esses medicamentos deixam de ser utilizados em presença de insuficiência renal.

TRATAMENTO

A diálise e o transplante permitem hoje o tratamento com boa reabilitação. È bastante alta a taxa de reabilitação no transplante, melhorando a pressão arterial, estacionando ou melhorando a retinopatia e a neuropatia e, logicamente cura a insuficiência renal. Há maior eficiência de transplante ou diálise numa fase precoce. Diabéticos tipo 1 que já possuem indicação para transplante renal, podem se beneficiar de um transplante duplo pâncreas/ rim, tornando-se livre do diabetes ao mesmo tempo que da insuficiência renal, evitando assim que o diabetes venha prejudicar o rim transplantado.
O portador de diabetes com disfunção renal deveria então ser sempre acompanhado por um nefrologista com experiência em diálise e transplante.

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RETINOPATIA DIABÉTICA

A retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira, fazendo parte ao lado das nefropatias, vasculopatias e neuropatias, do conjunto de complicações mais freqüentes dos pacientes com Diabetes Mellitus que, com o aumento da sobrevida, manifestam progressivamente a doença com maior incidência e gravidade. A retinopatia diabética apresenta comportamento diferente nos pacientes insulino-dependentes, sendo que o controle metabólico adequado tende a retardar o aparecimento e diminuir a gravidade das alterações fundoscópicas que, no entanto, quando já existentes não se modificam significativamente com a normalização da glicemia.


Cuidados:
A associação da hipertensão arterial, nefropatia, gravidez e fumo podem piorar o prognóstico. O aumento da taxa de glicose ainda é considerado um estímulo inicial, mas a duração da diabetes também está fortemente relacionada. Como a acuidade visual pode estar preservada temporariamente, mesmo nas formas mais severas da retinopatia, os pacientes devem ser orientados sobre a existência e riscos da doença e que somente o controle oftalmológico periódico pode propiciar sua detecção e tratamento precoces, com consequente melhor prognóstico para preservação da visão. Todos os diabéticos devem ser submetidos a exame oftalmológico completo com atenção especial a oftalmoscopia direta e indireta e biomicroscopia do fundo do olho com dilatação pupilar.

TRIAGEM

O ideal é que o tratamento da retinopatia seja instituído antes da sintomatologia se tornar evidente. Para isso, é de suma importância um protocolo de atendimento no qual:

Adultos e adolescentes com diabetes tipo 1 devem ser submetidos à avaliação oftalmológica após 3a 5 anos de diagnóstico;

Todos os pacientes diabéticos tipo 2 devem ser encaminhados para um exame oftalmológico inicial com pupilas dilatadas na ocasião do diagnóstico.


Complicações
A retinopatia diabética pode ser: tipo simples, caracterizada pela presença de microaneurismas, hemorragias superficiais ou profundas, edema de retina, precipitados lipídicos, exsudatos moles e zonas de não perfusão capilar e tipo proliferativa, caracterizada por neovascularização do disco óptico, retina e/ou vítreo.

Tratamento
A fotocoagulação a laser de argônio é o primeiro tratamento e deve ser instituído precocemente, antes que a doença se torne sintomática.

Pacientes que apresentam edema macular, retinopatia não proliferativa moderada ou grave e qualquer retinopatia proliferativa devem ser encaminhados prontamente a um retinólogo, especialista experiente na área, pois além da fotocoagulação a laser, freqüentemente são necessários métodos terapêuticos a dicionais , como agentes  antiinflamatórios, antiproliferativos, infusão paralímbica transescleral de triamcinolona intra-hialoidea, e em casos mais avançados, a cirurgia vitreorretiniana retinopexia/vitrectomia para recuperação da perda visual iminente ou já instalada, como na hemorragia vítrea ou descolamento de retina.


CETOACIDOSE DIABÉTICA

A cetoacidose diabética consiste em uma complicação do diabetes mellitus ocorrendo, principalmente, nos pacientes portadores do diabetes tipo l. De forma geral, pode-se entendê-la como uma falta de insulina para uma determinada necessidade. Por exemplo, se um paciente vem sendo, habitualmente, controlado com uso diário de 50 U de insulina e reduz a dosagem sem orientação médica, poderá apresentar cetoacidose. Outro exemplo relaciona-se com a presença de infecções quando o metabolismo orgãnico aumenta, ocorrendo a necessidade de doses maiores de insulina.
A insulina é o hormônio responsável pelo aproveitamento da glicose no organismo, funcionando como uma chave de abertura das células permitindo a entrada do açúcar. Quando ocorre, por qualquer razão, uma
carência de insulina, as células se vêem privadas de seu principal combustível, ou seja, da glicose. Nesta situação 0 organismo vai exigir outras fontes de energia que não necessitem da insulina para seu aproveitamento, recorrendo aos depósitos de gordura. Para esse aproveitamento da gordura corporal como fonte energética, ela é então transformada em ácidos, conhecidos como corpos cetônicos, que serão utilizados como fonte de alimento para as células. A persistência da carência absoluta ou relativa de insulina faz com que se eleve muito os níveis desses ácidos no sangue, tornando-o acidificado, o que é extremamente danoso para o organismo.

Concomitantemente ocorre acúmulo a glicose sangüínea que não está sendo aproveitada pelas células elevando a taxa da glicemia a níveis muito altos. A acidose sangüínea e a hiperglicemia conduzem aos
sintomas típicos da cetoacidose, tais como sede excessiva, volume urinário elevado, mal estar, desidratação, náuseas e vômitos, respiração acelerada e dores abdominais. Se não tratada pode evoluir
para um quadro comatoso, chamado de coma diabético. É importante ressaltar que níveis elevados de glicemia sem acidose sangüínea não caracterizam o quadro de cetoacidose. Pacientes mal controlados,
utilizando doses insuficientes de insulina, podem apresentar níveis elevados de glicemia mas com insulina bastante para evitar a instalação da acidose. Portadores de diabetes do tipo 2 apresentam eventualmente cetoacidose quando acometidos de infeções graves ou traumas.

As causas mais freqüentes de cetoacidose em diabéticos do tipo 1 são as infecções, (urinárias, pulmonares, dentárias, entre outras) o uso inadequado ou em doses insuficientes de insulina, ou ainda a omissão de aplicação da insulina. É comum o diagnóstico de diabetes do tipo 1 ocorrer em indivíduos que não tinham conhecimento de sua condição de portadores de diabetes e apresentando quadro de cetoacidose. É importante a atenção aos sintomas descritos para possibilitar a pronta correção. Atualmente, são disponíveis no mercado uma variedade de fitas que detectam a presença dos corpos cetônicos, urinários e sanguineos. O usuário de insulina, ao sentir dor abdominal, odor de acetona no hálito e taxas de glicemia persistentemente elevadas (acima de 250 mg/dl) devem verificar a presença de corpos cetônicos, na urina
ou no sangue. Evidenciada a hiperglicemia com corpos cetônicos, positivos na urina ou sangue devem buscar imediato auxílio médico para correção da cetoacidose. O médico avaliará a presença de infecção, necessidade de aumento de dose de insulina e hidratacão orientando 0 tratamento da cetoacidose. Corretamente identificada e tratada, a cetoacidose diabética é absolutamente curável. Todo usuário de
insulina deve manter em estoque as fitas de controle de glicemia e os aparelhos de medição, chamados glicosímetros e também fitas para pesquisa de corpos cetônicos, urinários ou sanguineos.

Algumas regras ajudam na prevenção do estabelecimento da cetoacidose.

a) manter sempre em casa um frasco de insulina de ação rápida para correção de descompensações do diabetes.

b) estar sempre atento ao uso correto da dosagem de insulina e estar seguro de que não omitiu doses.

c) diante da presença de uma infecção conhecida, como dor de garganta, infecção urinária, resfriados ou presença de febres, realizar 3 a 4 vezes ao dia o controle da glicemia e pesquisar corpos cetônicos, na
urina ou sangue.

d) fazer controle glicémico antes da prática de atividades físicas. Diante de níveis superiores a 300 mg/dl os exercícios devem ser evitados.

e) na presença de qualquer dos sintomas referidos de cetoacidose, realizar controle de glicemia e pesquisa de corpos cetônicos, na urina ou sangue.

f) em caso de glicemias persistentemente maiores que 250 mg/dl, também proceder a pesquisa na urina ou sangue.

Finalmente, ao suspeitar de cetoacidose, procurar imediatamente o seu médico ou um hospital.

A HIPOGLICEMIA NO DIABETES

A hipoglicemia é a complicação mais comum e frequente do uso de insulina pelos diabéticos.
A hipoglicemia representa um transtorno para essas pessoas, pois faz com que algumas passem a temer a hipoglicemia de tal forma que preferem se acostumar a manter glicemias mais altas ou se tornam resistentes ao uso da insulina quando prescritas pela primeira vez pelo médico. Em decorrência, têm-se uma enorme dificuldade na introdução da insulina para o tratamento e o controle do Diabetes.
A hipoglicemia é a diminuição da taxa de glicose no sangue abaixo de 60 mg%, quando os níveis de glicose estão normais. Ou pode representar uma baixa abrupta de glicemia para aqueles que se mantêm com glicemias mais elevadas. Por exemplo, para uma pessoa que se mantenha com glicemia por volta de 300 m%, se ocorre uma queda repentina a 100 mg%, ela pode apresentar sintomas de hipoglicemia.

 

Possíveis sintomas de Hipoglicemia:

#Cansaço e mal-estar
#Confusão mental
#Tremores
#Alterações visuais
#Taquicardia
#Alterações do comportamento
#Palidez
#Convulsões
#Sudorese
#Perda de consciência
#Sensação de fome
#Coma

A detecção precoce ocorre quando se está atento a sinais como sudorese, dor de cabeça, palpitações, tremores, sensação de medo ou apreensão.

 

A hipoglicemia está principalmente associada a erros e irregularidades alimentares, a atividade física excessiva e mal executada e a doses elevadas de insulina. Porém, pessoas que utilizam medicações orais
contra a diabetes, como as sulfoniluréias, a repaglinida ou a nateglinida também podem apresentar o quadro.
Todas as pessoas que iniciam o tratamento com insulina devem ser orientadas em relação ao diagnóstico precoce da hipoglicemia, sua correção e sua prevenção.
A hipoglicemia pode ser confirmada através do exame de glicemia capilar, porém ela não depende disso para ser tratada. Isto é, o tratamento da hipoglicemia deve ser imediatamente ministrado assim que for levantada a suspeita, independente de exame confirmatório.
As pessoas que variam muito seu padrão dietético e a realização de atividade física, as que são portadoras de diabetes há muitos anos e os que já apresentam neuropatia diabética grave, têm um risco maior de
apresentar hipoglicemia.
São situações comuns que acontecem no dia-a-dia das pessoas e que podem provocar uma hipoglicemia:
– Não realizar refeições no horário programado, comer pouco ou, simplesmente, não se alimentar;
– Realizar exercícios ou atividades físicas pesadas ou que não estão acostumados a realizar;
– Consumir bebida alcoólica em excesso, em jejum ou fora da dose segura;
– Erro na utilização da insulina (por problemas visuais, por exemplo) ou das outras medicações antidiabéticas.


Visando o controle dessas situações, a pessoa diabética deve:
Aprender a se alimentar, a balancear a dieta e seguir rigorosamente os horários, sem pular refeições de acordo com o plano alimentar prescrito;
Realizar atividade física compatível com suas necessidades e possibilidades sempre sob supervisão de um profissional de saúde, entendendo seus limites e, principalmente, respeitando-os;
Evitar o consumo de álcool. Se isso não for possível, não ultrapassar o limite de uma dose por dia ou duas doses uma vez na semana.

Aprender a administrar corretamente o medicamento injetável ou oral. Se isso não for possível, receber auxílio de familiares ou amigos;

Aprender a reconhecer os sintomas precoces da hipoglicemia.

Familiares, amigos, colegas de escola ou trabalho também devem ser orientados a colaborar, pois eles também podem ajudar a identificar um sintoma que pode não ser conscientizado pelo paciente, como a sudorese e a alteração de comportamento.

O tratamento deve ser imediato e não deve depender de exame confirmatório, pois este pode demorar muito a ser realizado e agravar a hipoglicemia.

Se a pessoa estiver consciente, o tratamento é realizado com carboidrato de liberação rápida, ou seja, açúcar. Ingerir uma colher de sopa de açúcar (aproximadamente 10 a 15 g) diluído em meio copo d’água ou meia lata de refrigerante normal ou utilizar sachets contendo 15g de açúcar, que são vendidos em lojas especializadas para diabéticos.

Esse tratamento varia conforme a idade:

  • Menos de 6 anos, de 5 a 10 gramas de açúcar;
  • De 6 a 10 anos, de 10 a 15 gramas de açúcar;
  • Acima de 10 anos, de 10 a 15 gramas de açúcar.

A remissão dos sintomas é o parâmetro de melhora a ser utilizado.

Se, os sintomas persistem, repete-se a ingestão das 15g de açúcar após 15 minutos da primeira dose.

Erros comuns do tratamento da hipoglicemia são retardar o tratamento, pois se está no meio de uma tarefa e queremos terminá-la, ou no meio de uma corrida, ou exagerar na dose inicial de açúcar, que pode levar a um quadro de hiperglicemia subseqüente.

Se a pessoa está inconsciente, ela deve ser tratada por pessoal treinado, por isso chame o SAMU (ligação gratuita no número 192).

Atitude muito importante é o fato do diabético portar uma carteirinha de identificação com o relato de sua condição de diabético e de seu risco de hipoglicemia, pois algumas vezes, seu comportamento pode ser confundido, o que leva ao retardo do tratamento e agravamento da hipoglicemia.

Sites para informação:

http://www.diabetes.org.br

http://www.diabetesnoscuidamos.com.br

http://www.orientacoesmedicas.com.br

 

O PÉ DIABÉTICO

O pé diabético é uma das principais complicações dos pacientes diabéticos. Acomete os membros inferiores. Entre 5 a 10% dos pacientes diabéticos são portadores de úlceras nos membros inferiores.
É também a causa mais comum de internação de pacientes diabéticos.

Essencial é tomar cuidados para evitar a complicação.

Diabeticos são pacientes que não enxergam bem , devido à retinopatia diabética, deixando de perceber uma lesão grave em um pé ou inchaço de membros inferiores, podendo piorar a situação. Também são pacientes que possuem neuropatia, ou seja, deficiência na sensação de dor e outros, possuem doença arterial associada, têm dificuldade de combater as infecções, podem apresentar deformidades osteoarticulares, e doenças nos rins e coração. Todos esses fatores agravam o
quadro.

O controle da Glicemia e redução das taxas de Hemoglobina Glicosilada são fundamentais para controlar o problema.
Vários especialistas estão envolvidos para para o tratamento, porém o Cirurgião Vascular é o mais indicado.

Os sintomas principais são desaparecimento ou diminuição dos reflexos do tendão, das rótulas e do calcanhar .

Diminuição na sensibilidade de temperatura e dor e áreas de anestesia explicam as lesões.
Mau cheiro exalado pela gangrena diabética.

O diagnóstico é feito pela história clínica (anamnese) e pelo examefísico da lesão por um médico competente. A lesão, quando avançada, geralmente é indolor porém extensa e de odor extremamente desagradável devido à necrose úmida que provoca.

O tratamento:
É necessário o controle rigoroso da glicemia através da dieta e de insulina ou hipoglicemiantes orais, bem como da limpeza diária e tratamento precoce das lesões , o mais rápido possível.

A cirurgia arterial direta, a simpatectomia e o desbridamento das lesões são possibilidades que podem ser indicadas pelo médico.

Todo paciente diabético deve sempre:

Mesmo um pequeno trauma deve ser avaliado por um médico.
Informar sempre seu médico que é diabético, principalmente em situações como num pronto socorro.
Lavar os pés e dedos diariamente e secar cuidadosamente após o banho , principalmente entre os dedos. O uso de talco ou de hidratante deve ser orientado pelo médico.
Crie o hábito de examinar os pés diariamente a procura de lesões: cortes, bolhas, calosidades e possíveis áreas de infecção. Olhe sempre entre os dedos. Se não conseguir fazer essa inspeção sozinho, peça ajuda de alguém.
nunca utilize bolsa de agua quente ou compressas quentes nos pés. Se
Ao sentir frio, utilize meias grossas de algodão. evite extremos de temperatura nos pés. Teste a água do banho com as
mãos e/ou cotovelos e cuidado com o chão quente no verão: fique atento ao asfalto, areia da praia e calçada.
Examine seus sapatos todos os dias à procura de objetos que possam ferir, como pedrinhas, pedaços de unha, extremidades ásperas, forro rasgado, palmilha dobrada e outros.
Use sapatos confortáveis, de tamanho adequado, e tome cuidado para que não sejam apertados, prestando muita atenção aos sapatos novos.
Não utilize sapatos sem meias. Use meias de boa qualidade , evite as de elástico apertado e evite meias remendadas, furadas ou grandes demais. Nunca utilize a mesma meia do dia anterior, pois pode haver presença de fungos, capazes de desencadear micoses e doenças da pele. Use as meias do avesso, ou seja, com a costura para fora, e não para dentro., ou use meias sem costura.
Não utilize fita adesiva, esparadrapo ou qualquer outra no pé
Não use sandálias com tiras entre os dedos.

Compre sapatos na parte da tarde, quando os pés estão mais inchados, para não correr o risco de comprar sapatos que irão apertar depois.
Não deixar os pés mergulhados na água.
Evite andar descalço mesmo dentro de casa e se o fizer, muito cuidado com pedras, parafusos, pregos, vidro, e qualquer peça pequena que possa machucar.
Não use produtos químicos para retirar calos, muito menos com objetos cortantes. Procure sempre um médico, ou podólogo especializado e enfatize que é diabético.
Corte as unhas com muito cuidado e de modo reto, sem fazer pontas afiadas nos cantos das unhas. Cuidado para não se ferir. Em caso de unha encravada, procure seu médico.
Não fume
Procure um médico se achar que há algo errado com seus pés.

Procure consulta em grupos de atendimento específico para diabéticos, e frequente pelo menos uma vez por ano
informe-se sobre sua doença, seja otimista porém não adote uma postura achando que nada vai lhe acontecer, muito menos achando que escondendo o problema nada acontecerá. Recomendamos o site www.checkup.med.br
para sua pesquisa.
É melhor prevenir do que remediar.

Tem cura ?

Na realidade é possível controlar o problema na maioria das vezes, mas é preciso muita dedicação do paciente. Somente as orientações médicas e remédios não são suficientes.

DIABETES E VACINAÇÃO

O diabetes torna o organismo mais frágil, possibilitando a entrada de micro-organismos que, em pessoas hígidas, não causam complicações, porém nos diabéticos as doenças podem ser mais graves, levando a internação e morte.
Pacientes diabéticos devem receber vacina antiinfluenza e antipneumocócica.

1. Vacina antiinfluenza (contra a gripe)

A vacina contra influenza diminui a chance de hospitalizações e mortes
por pneumonia em idosos e crianças pequenas.

Conheça sobre a vacina:

A vacina pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade e os diabéticos adultos devem receber uma dose anual da vacina antiinfluenza.

Crianças menores de 9 anos, ao receberem a vacina pela 1ª vez, requerem duas doses com intervalo de 4 a 6 semanas. Apenas uma dose anual é suficiente nas vacinações subsequentes.

Deve-se seguir a orientação anual do Ministério da Saúde quanto à época da vacinação.

A vacina contra influenza pode ser aplicada simultaneamente com
outras vacinas do calendário de vacinação ou com qualquer intervalo
entre elas.

Via de administração: intramuscular.

Contraindicações: pessoas com história de alergia a proteínas do ovo ou a outros componentes da vacina.

Efeitos colaterais:

1. Locais: eritema, dor e enduração de pequena intensidade, com duração de até dois dias.

2. Sistêmicos: febre, mal-estar e dor muscular. A vacinação não agrava sintomas de pacientes asmáticos nem induz sintomas respiratórios.

2. Vacina antipneumocócica

O pneumococo é uma bactéria presente em condições normais na boca e garganta de todos os indivíduos, mas em certas ocasiões pode causar infecções no ouvido (otite), pneumonias e meningites. A maior incidência de doença pneumocócica ocorre nos primeiros anos de vida e no idoso.

Conheça sobre a vacina:

A vacina antipneumocócica está indicada para todos os pacientes diabéticos acima de 2 anos de idade. A revacinação é indicada uma única vez, devendo ser realizada cinco anos após a dose inicial.

Via de administração: intramuscular, podendo eventualmente ser feita por via subcutânea.

Contraindicações: em indivíduos com história de reação anterior de hipersensibilidade imediata (anafilaxia) à vacina.

Efeitos colaterais:

1. Locais: eritema, enduração e dor.

2. Sistêmicos: febre baixa, fraqueza, dor de cabeça e dor muscular podem ocorrer, sendo mais intensos e mais frequentes na revacinação.

Estas vacinas estão disponíveis nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE) . Para ter acesso a estas vacinas, o portador de diabetes deve levar um relatório do seu médico constando o diagnóstico do diabetes e as receitas, que ficarão
arquivados no centro de vacinação.

 

CENTRO DE IMUNIZAÇÕES DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS – FMUSP.

AV. DR. ENEAS DE CARVALHO AGUIAR, N 155, PR. DOS AMBULATÓRIOS – 4Oa. – Bl. 8.SÃO PAULO, SP

CEP: 05.403-900

Tel. (11) 3069.6392 (11) 30696413 (período noturno, feriados e fins de semana

 

CENTRO DE REFERÊNCIA PARA IMUNOBIOLÓGICOS ESPECIAIS – UNIFESP.

RUA BORGES LAGOA, Nº 770, VILA CLEMENTINO. SÃO PAULO, SP.

CEP: 04.038-001

Tel. (11) 5084.5005

Dia da Mulher – 8 de março

O Dia da Mulher, 8 de março, é comemorado desde o início dos século XX. A data tem origem nas manifestações femininas por melhores condições sociais, como trabalho digno, salário justo e direito de voto.

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América. No início, era comemorado principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Na segunda metade dos anos 70, foi adotado pelas Nações Unidas (organização internacional que tem por objetivo facilitar a cooperação entre os países).

O objetivo dessa data é, de um lado, lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, e, do outro,  refletir sobre as discriminações e a violência a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.

Hoje, o Dia da Mulher tem sido usado para fins comerciais e perdeu parcialmente o significado político.

A história
O surgimento do Dia das Mulheres está associado à incorporação da mão-de-obra feminina na indústria, na época da Segunda Revolução Industrial. As condições de trabalho, geralmente perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

O Dia Internacional da Mulher foi comemorado no Ocidente durante as décadas de 1910 e 1920, e depois foi revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.

Já foram erradicadas do mundo 90% das disparidades no que se refere a educação e saúde. Entretanto, nenhum país possui igualdade total entre homens e mulheres. Os pontos mais problemáticos continuam a ser a oportunidade profissional e econômica e a participação na política.

Mesmo na Suécia, país que está no topo do ranking de igualdade, uma mulher recebe 71% do salário de um colega na mesma posição. E, nos Estados Unidos, somente 15% dos cargos parlamentares, ministeriais e de chefes de Estado eram ocupados por mulheres em 2005.

No Brasil, existem três grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso à educação. As mulheres ocupam a maioria dos bancos das universidades (quase 60%) e estudam mais que os homens, mas, em termos proporcionais, ingressam menos que os homens no Ensino Fundamental.

A participação no governo também é desigual, apesar de mais da metade da população ser do sexo feminino. No Poder Legislativo, por exemplo, a média de mulheres é de apenas 12%.

O movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes.

No Brasil, o primeiro marco foi em 1932, quando foi estendido à mulher o direito ao voto. Em 1988, veio a maior conquista: a Constituição Federal, que consagrou, pela primeira vez na história do País, a igualdade de gênero como direito fundamental. Em 2002, o Novo Código Civil consolidou as mudanças constitucionais.

Portanto, no aspecto legal, nada poderia obstruir a igualdade de gênero no Brasil. Então, o que tem impedido que ela aconteça na prática? É principalmente a barreira cultural o que impede a ascensão feminina a altos cargos nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.

Recentemente, em 2006, a  Lei Maria da Penha definiu um novo marco na proteção dos direitos das mulheres.

 

 

CURIOSIDADES SOBRE AS MULHERES

 

Uma mulher come aproximadamente 35.000 vezes durante a vida.

Uma mulher tem mais ou menos 500 ciclos menstruais durante a vida.

O óvulo é a maior célula do corpo da mulher.

Os ovários de uma criança recém-nascida contêm cerca de 2 milhões de óvulos.

Durante a puberdade a mulher tem aproximadamente 300.000 óvulos e na menopausa só sobram algumas centenas.

A profundidade da vagina aumenta em até 50% quando uma garota amadurece completamente.

Os olhos e a vagina são os únicos órgãos que se limpam sozinhos.

A vagina tem aproximadamente 10 cm de profundidade. Outras coisas que medem aproximadamente 10 cm: uma banana pequena, um telefone celular.

Os níveis de estrogênio podem aumentar até sete vezes durante um ciclo menstrual normal.

A TPM (tensão pré-menstrual) é provocada por mudanças hormonais.

O chocolate é o alimento mais desejado pelas mulheres durante a TPM.

O chocolate contém feniletilamina, a mesma substância química que o cérebro produz quando estamos apaixonados.

A temperatura do corpo feminino aumenta de 0,5 a 1 grau depois da ovulação.

Aproximadamente uma em cada cinco mulheres pode sentir sua própria ovulação ou os efeitos imediatos da ovulação.

Em algumas sociedades, os homens acreditavam que só de ver uma mulher que estava menstruando suas colheitas seriam prejudicadas e o leite dos seus animais iria acabar. As mulheres eram levadas para cabanas especiais durante a menstruação.

Segundo o Talmude (as escrituras sagradas hebraicas), se uma mulher passasse entre dois homens no começo do seu ciclo menstrual, provocaria a morte de um deles. Se passasse entre eles no final de seu ciclo menstrual, provocaria uma violenta briga.

Existia uma tradição entre os pajés (curandeiros) da América do Norte que dizia que as mulheres não deviam entrar na sauna sagrada durante o ciclo menstrual porque seus grandes poderes poderiam atrapalhar a cerimônia.

Na antiga Babilônia, acreditava-se que a Deusa Ishtar tinha seu ciclo menstrual durante a lua cheia. Não era permitido viajar, trabalhar ou comer comida cozida nesse período.

As mulheres utilizam absorventes internos há milhões de anos. Ninguém sabe como surgiu a ideia da proteção feminina interna. Tampax, o primeiro absorvente interno comercializado com sucesso, já existe há 60 anos.

Uma mulher pode engravidar quando está menstruada, porém não pode engravidar na gravidez.

Na Arábia Saudita, uma mulher que não tiver os desejos atendidos, pode pedir o divórcio.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 91,3% das brasileiras que trabalham fora fazem serviços domésticos quando estão em casa. Entre os homens, o número cai para 42,6%.

A visão de que o custo de contratação das mulheres seria mais elevado do que contratar homens, na verdade, é um mito: quem paga as despesas com licença-maternidade, e a maioria dos outros custos ligados à reprodução não é a empresa, mas a Previdência. Pesquisa feita em cinco países da América Latina constatou que o custo adicional da contratação das mulheres é irrelevante e não pode justificar os salários menores.

As mulheres são um elo essencial na questão do desenvolvimento sustentável. Quem forma valores são as mães. Elas têm função estratégica na formação da personalidade e na mudança de comportamento. Principalmente nas regiões mais pobres, as mulheres têm uma relação direta com a terra e com o meio ambiente.

É comum na cultura brasileira a comemoração dos 15 anos da mulher com um baile de debutante. O termo debutante vem do francês débutante, que pode ser traduzido como “a jovem que se estreia na vida social”.

As mulheres sofrem das mesmas doenças que os homens, mas algumas doenças, como o lupus, afetam com mais freqüência as mulheres, e outras doenças afetam mais os homens. Também há doenças que são encontradas mais freqüentemente ou exclusivamente nas mulheres, como o câncer de mama (80% dos casos são em mulheres), o câncer cervical ou o câncer de ovário (exclusivo em mulheres). Mulheres e homens podem apresentar sintomas diferentes para a mesma doença e podem também responder diferentemente a um mesmo tratamento médico.

A passagem da infância para a adolescência e da adolescência para a fase adulta é baseada em critérios tanto biológicos quanto socioculturais, variando bastante entre as culturas. Do ponto de vista biológico, a entrada na adolescência é marcada pela primeira menstruação, a menarca.

História brévia das mulheres no mundo e no Brasil

1792 – Inglaterra

Mary Wolstonecraft escreve um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Reivindicação dos Direitos da Mulher – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.

1822 – Brasil

A arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, Maria Leopoldina Josefa Carolina, exerce a regência, na ausência de D. Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz envia-lhe uma carta, juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido e de dom João VI. Ela exige que D. Pedro proclame a independência do Brasil e, na carta, adverte: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

1827 – Brasil

Surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.

1857 – Estados Unidos

No dia 8 de março, em uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, 129 operárias morrem queimadas numa ação policial porque reivindicaram a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença-maternidade. Mais tarde foi instituído o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em homenagem a essas mulheres.

1879 – Brasil

As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.

1885 – Brasil

A compositora e pianista Chiquinha Gonzaga estréia como maestrina, ao reger a opereta “A Corte na Roça”. É a primeira mulher no Brasil a estar à frente de uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha compôs mais de duas mil canções populares, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país: “Ô Abre Alas”. Escreveu ainda 77 peças teatrais.

1887 – Brasil

Formou-se a primeira médica no Brasil: Rita Lobato Velho. As pioneiras tiveram muitas dificuldades em se afirmar profissionalmente e algumas foram ridicularizadas.

1893 – Nova Zelândia

Pela primeira vez no mundo, as mulheres têm direito ao voto.

1917 – Brasil

A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.

1920 – EUA

Sufrágio feminino.

1923 – Japão

As atletas femininas ganham o direito de participarem das academias de artes marciais.

1927 – Brasil

O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. O primeiro voto feminino no Brasil – e na América Latina! – foi em 25 de novembro, no Rio Grande do Norte. Quinze mulheres votaram, mas seus votos foram anulados no ano seguinte. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.

1928 – Brasil

O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. Elas foram às ruas, mas seus votos foram anulados. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.

1932 – Brasil

Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.

A primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada, a nadadora Maria Lenk, de 17 anos, embarca para Los Angeles. É a única mulher da delegação olímpica.

1933 – Brasil

Nas eleições para a Assembléia Constituinte, são eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz.

1937/1945 – Brasil

O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”. O Decreto só foi regulamentado em 1965.

1945

A igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas.

1948

Depois de 12 anos sem a presença feminina, a delegação brasileira olímpica segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens. Neste ano, a holandesa Fanny Blankers-Keon, 30 anos, mãe de duas crianças, foi a grande heroína individual da Olimpíada, superando todos os homens ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

1949

São criados os Jogos da Primavera, ou ainda “Olimpíadas Femininas”. No mesmo ano, a francesa Simone de Beauvoir publica o livro “O Segundo Sexo”, no qual analisa a condição feminina.

1951

Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho a igualdade de remuneração entre trabalho masculino e feminino para função igual.

1960 – Brasil

Grande tenista brasileira, a paulista Maria Esther Andion Bueno torna-se a primeira mulher a vencer os quatros torneios do Grand Slam (Australian Open, Wimbledon, Roland Garros e US Open). Conquistou, no total, 589 títulos em sua carreira.

1974 – Argentina

Isabel Perón torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente.

1975 – Argentina

Ano Internacional da Mulher. A ONU promove a I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México. Na ocasião, é criado um Plano de Ação.

1979 – Brasil

Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga. A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.

1980 – Brasil

Recomendada a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência contra a mulher. Surge o lema: “Quem ama não mata”.

1983 – Brasil

Surgem os primeiros conselhos estaduais da condição feminina (MG e SP), para traçar políticas públicas para as mulheres. O Ministério da Saúde cria o PAISM – Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em resposta à forte mobilização dos movimentos feministas, baseando sua assistência nos princípios da integralidade do corpo, da mente e da sexualidade de cada mulher.

1983 – Estados Unidos

Sally Ride é a primeira mulher astronauta. Voou na nave espacial Challenger.

1985 – Brasil

Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP) e muitas são implantadas em outros estados brasileiros. Ainda neste ano, com a Nova República, a Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei que criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.

1985

É criado o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), em lugar do antigo Fundo de Contribuições Voluntárias das Nações Unidas para a Década da Mulher.

1987 – Brasil

Criação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro – CEDIM/RJ, a partir da reivindicação dos movimentos de mulheres, para assessorar, formular e estimular políticas públicas para a valorização e a promoção feminina.

1988 – Brasil

Através do lobby do batom, liderado por feministas e pelas 26 deputadas federais constituintes, as mulheres obtêm importantes avanços na Constituição Federal, garantindo igualdade a direitos e obrigações entre homens e mulheres perante a lei.

1990 – Brasil

Eleita a primeira mulher para o cargo de senadora: Júnia Marise, do PDT/MG.

1993 – Brasil

Assassinada Edméia da Silva Euzébia, líder das Mães de Acari, o grupo de nove mães que ainda hoje procuram seus filhos, 11 jovens da Favela de Acari (RJ), seqüestrados e desaparecidos em 1990.

Zélia Cardoso de Mello é a primeira ministra do Brasil. Ela assume a pasta da Economia no governo de Fernando Collor (1990-92).

1993

Ocorre, em Viena, a Conferência Mundial de Direitos Humanos. Os direitos das mulheres e a questão da violência contra o gênero recebem destaque, gerando assim a Declaração sobre a eliminação da violência contra a mulher.

1994 – Brasil

Roseana Sarney é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Foi reeleita em 1998.

1996 – Brasil

O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais.

1996 – Brasil

A escritora Nélida Piñon é a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras. Exerce o cargo até 1997 e é membro da ABL desde 1990.

1997 – Brasil

As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras (302). O índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96.

1998 – Brasil

A Senadora Benedita da Silva é a primeira mulher a presidir a sessão do Congresso Nacional.

2001 – Alemanha

A alemã Jutta Kleinschmidt é a primeira mulher a vencer o Rali Paris-Dakar, na categoria carros. Considerada a prova mais difícil do planeta – seu desafio é atravessar o deserto – Kleinschmidt, com essa vitória, faz jus à força feminina, presente em todas as atividades do mundo atual. Em 23 anos de disputa, jamais uma mulher havia ganhado nessa competição.

2006 – Chile

Michelle Bachelet é a primeira mulher eleita presidente, entre todos os países da América do Sul. Em 2007, mais uma presidente é eleita: Cristina Kirchner, na Argentina.

2011 – Brasil

Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil, sendo a 26a. Presidente do país.

 

Mulher…

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha…

Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…

Para você, Mulher tão especial…

Feliz dia da Mulher

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