O Dia da Mulher, 8 de março, é comemorado desde o início dos século XX. A data tem origem nas manifestações femininas por melhores condições sociais, como trabalho digno, salário justo e direito de voto.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América. No início, era comemorado principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Na segunda metade dos anos 70, foi adotado pelas Nações Unidas (organização internacional que tem por objetivo facilitar a cooperação entre os países).
O objetivo dessa data é, de um lado, lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, e, do outro, refletir sobre as discriminações e a violência a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
Hoje, o Dia da Mulher tem sido usado para fins comerciais e perdeu parcialmente o significado político.
A história
O surgimento do Dia das Mulheres está associado à incorporação da mão-de-obra feminina na indústria, na época da Segunda Revolução Industrial. As condições de trabalho, geralmente perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte das trabalhadoras.
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres. No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.
O Dia Internacional da Mulher foi comemorado no Ocidente durante as décadas de 1910 e 1920, e depois foi revitalizado pelo movimento feminista da década de 1960.
Já foram erradicadas do mundo 90% das disparidades no que se refere a educação e saúde. Entretanto, nenhum país possui igualdade total entre homens e mulheres. Os pontos mais problemáticos continuam a ser a oportunidade profissional e econômica e a participação na política.
Mesmo na Suécia, país que está no topo do ranking de igualdade, uma mulher recebe 71% do salário de um colega na mesma posição. E, nos Estados Unidos, somente 15% dos cargos parlamentares, ministeriais e de chefes de Estado eram ocupados por mulheres em 2005.
No Brasil, existem três grandes obstáculos: o abismo salarial entre os dois sexos, os poucos cargos políticos ocupados por mulheres e a desigualdade no acesso à educação. As mulheres ocupam a maioria dos bancos das universidades (quase 60%) e estudam mais que os homens, mas, em termos proporcionais, ingressam menos que os homens no Ensino Fundamental.
A participação no governo também é desigual, apesar de mais da metade da população ser do sexo feminino. No Poder Legislativo, por exemplo, a média de mulheres é de apenas 12%.
O movimento das mulheres pela igualdade tem obtido, ao longo da história, avanços graduais e constantes.
No Brasil, o primeiro marco foi em 1932, quando foi estendido à mulher o direito ao voto. Em 1988, veio a maior conquista: a Constituição Federal, que consagrou, pela primeira vez na história do País, a igualdade de gênero como direito fundamental. Em 2002, o Novo Código Civil consolidou as mudanças constitucionais.
Portanto, no aspecto legal, nada poderia obstruir a igualdade de gênero no Brasil. Então, o que tem impedido que ela aconteça na prática? É principalmente a barreira cultural o que impede a ascensão feminina a altos cargos nas empresas e no governo, especialmente em áreas não relacionadas à saúde, educação ou assistência social, campos tradicionalmente reservados às mulheres.
Recentemente, em 2006, a Lei Maria da Penha definiu um novo marco na proteção dos direitos das mulheres.
CURIOSIDADES SOBRE AS MULHERES
Uma mulher come aproximadamente 35.000 vezes durante a vida.
Uma mulher tem mais ou menos 500 ciclos menstruais durante a vida.
O óvulo é a maior célula do corpo da mulher.
Os ovários de uma criança recém-nascida contêm cerca de 2 milhões de óvulos.
Durante a puberdade a mulher tem aproximadamente 300.000 óvulos e na menopausa só sobram algumas centenas.
A profundidade da vagina aumenta em até 50% quando uma garota amadurece completamente.
Os olhos e a vagina são os únicos órgãos que se limpam sozinhos.
A vagina tem aproximadamente 10 cm de profundidade. Outras coisas que medem aproximadamente 10 cm: uma banana pequena, um telefone celular.
Os níveis de estrogênio podem aumentar até sete vezes durante um ciclo menstrual normal.
A TPM (tensão pré-menstrual) é provocada por mudanças hormonais.
O chocolate é o alimento mais desejado pelas mulheres durante a TPM.
O chocolate contém feniletilamina, a mesma substância química que o cérebro produz quando estamos apaixonados.
A temperatura do corpo feminino aumenta de 0,5 a 1 grau depois da ovulação.
Aproximadamente uma em cada cinco mulheres pode sentir sua própria ovulação ou os efeitos imediatos da ovulação.
Em algumas sociedades, os homens acreditavam que só de ver uma mulher que estava menstruando suas colheitas seriam prejudicadas e o leite dos seus animais iria acabar. As mulheres eram levadas para cabanas especiais durante a menstruação.
Segundo o Talmude (as escrituras sagradas hebraicas), se uma mulher passasse entre dois homens no começo do seu ciclo menstrual, provocaria a morte de um deles. Se passasse entre eles no final de seu ciclo menstrual, provocaria uma violenta briga.
Existia uma tradição entre os pajés (curandeiros) da América do Norte que dizia que as mulheres não deviam entrar na sauna sagrada durante o ciclo menstrual porque seus grandes poderes poderiam atrapalhar a cerimônia.
Na antiga Babilônia, acreditava-se que a Deusa Ishtar tinha seu ciclo menstrual durante a lua cheia. Não era permitido viajar, trabalhar ou comer comida cozida nesse período.
As mulheres utilizam absorventes internos há milhões de anos. Ninguém sabe como surgiu a ideia da proteção feminina interna. Tampax, o primeiro absorvente interno comercializado com sucesso, já existe há 60 anos.
Uma mulher pode engravidar quando está menstruada, porém não pode engravidar na gravidez.
Na Arábia Saudita, uma mulher que não tiver os desejos atendidos, pode pedir o divórcio.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 91,3% das brasileiras que trabalham fora fazem serviços domésticos quando estão em casa. Entre os homens, o número cai para 42,6%.
A visão de que o custo de contratação das mulheres seria mais elevado do que contratar homens, na verdade, é um mito: quem paga as despesas com licença-maternidade, e a maioria dos outros custos ligados à reprodução não é a empresa, mas a Previdência. Pesquisa feita em cinco países da América Latina constatou que o custo adicional da contratação das mulheres é irrelevante e não pode justificar os salários menores.
As mulheres são um elo essencial na questão do desenvolvimento sustentável. Quem forma valores são as mães. Elas têm função estratégica na formação da personalidade e na mudança de comportamento. Principalmente nas regiões mais pobres, as mulheres têm uma relação direta com a terra e com o meio ambiente.
É comum na cultura brasileira a comemoração dos 15 anos da mulher com um baile de debutante. O termo debutante vem do francês débutante, que pode ser traduzido como “a jovem que se estreia na vida social”.
As mulheres sofrem das mesmas doenças que os homens, mas algumas doenças, como o lupus, afetam com mais freqüência as mulheres, e outras doenças afetam mais os homens. Também há doenças que são encontradas mais freqüentemente ou exclusivamente nas mulheres, como o câncer de mama (80% dos casos são em mulheres), o câncer cervical ou o câncer de ovário (exclusivo em mulheres). Mulheres e homens podem apresentar sintomas diferentes para a mesma doença e podem também responder diferentemente a um mesmo tratamento médico.
A passagem da infância para a adolescência e da adolescência para a fase adulta é baseada em critérios tanto biológicos quanto socioculturais, variando bastante entre as culturas. Do ponto de vista biológico, a entrada na adolescência é marcada pela primeira menstruação, a menarca.
História brévia das mulheres no mundo e no Brasil
1792 – Inglaterra
Mary Wolstonecraft escreve um dos grandes clássicos da literatura feminista – A Reivindicação dos Direitos da Mulher – onde defendia uma educação para meninas que aproveitasse seu potencial humano.
1822 – Brasil
A arquiduquesa da Áustria e imperatriz do Brasil, Maria Leopoldina Josefa Carolina, exerce a regência, na ausência de D. Pedro I, que se encontrava em São Paulo. A imperatriz envia-lhe uma carta, juntamente com outra de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido e de dom João VI. Ela exige que D. Pedro proclame a independência do Brasil e, na carta, adverte: “O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.
1827 – Brasil
Surge a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares; as instituições de ensino mais adiantado eram proibidas a elas.
1857 – Estados Unidos
No dia 8 de março, em uma fábrica têxtil, em Nova Iorque, 129 operárias morrem queimadas numa ação policial porque reivindicaram a redução da jornada de trabalho de 14 para 10 horas diárias e o direito à licença-maternidade. Mais tarde foi instituído o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, em homenagem a essas mulheres.
1879 – Brasil
As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.
1885 – Brasil
A compositora e pianista Chiquinha Gonzaga estréia como maestrina, ao reger a opereta “A Corte na Roça”. É a primeira mulher no Brasil a estar à frente de uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha compôs mais de duas mil canções populares, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país: “Ô Abre Alas”. Escreveu ainda 77 peças teatrais.
1887 – Brasil
Formou-se a primeira médica no Brasil: Rita Lobato Velho. As pioneiras tiveram muitas dificuldades em se afirmar profissionalmente e algumas foram ridicularizadas.
1893 – Nova Zelândia
Pela primeira vez no mundo, as mulheres têm direito ao voto.
1917 – Brasil
A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.
1920 – EUA
Sufrágio feminino.
1923 – Japão
As atletas femininas ganham o direito de participarem das academias de artes marciais.
1927 – Brasil
O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. O primeiro voto feminino no Brasil – e na América Latina! – foi em 25 de novembro, no Rio Grande do Norte. Quinze mulheres votaram, mas seus votos foram anulados no ano seguinte. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.
1928 – Brasil
O Governador do Rio Grande do Norte, Juvenal Lamartine, consegue uma alteração da lei eleitoral dando o direito de voto às mulheres. Elas foram às ruas, mas seus votos foram anulados. No entanto, foi eleita a primeira prefeita da História do Brasil: Alzira Soriano de Souza, no município de Lages – RN.
1932 – Brasil
Getúlio Vargas promulga o novo Código Eleitoral, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras.
A primeira atleta brasileira a participar de uma Olimpíada, a nadadora Maria Lenk, de 17 anos, embarca para Los Angeles. É a única mulher da delegação olímpica.
1933 – Brasil
Nas eleições para a Assembléia Constituinte, são eleitos 214 deputados e uma única mulher: a paulista Carlota Pereira de Queiroz.
1937/1945 – Brasil
O Estado Novo criou o Decreto 3199 que proibia às mulheres a prática dos esportes que considerava incompatíveis com as condições femininas tais como: “luta de qualquer natureza, futebol de salão, futebol de praia, pólo, pólo aquático, halterofilismo e beisebol”. O Decreto só foi regulamentado em 1965.
1945
A igualdade de direitos entre homens e mulheres é reconhecida em documento internacional, através da Carta das Nações Unidas.
1948
Depois de 12 anos sem a presença feminina, a delegação brasileira olímpica segue para Londres com 11 mulheres e 68 homens. Neste ano, a holandesa Fanny Blankers-Keon, 30 anos, mãe de duas crianças, foi a grande heroína individual da Olimpíada, superando todos os homens ao conquistar quatro medalhas de ouro no atletismo.
Declaração Universal dos Direitos Humanos
1949
São criados os Jogos da Primavera, ou ainda “Olimpíadas Femininas”. No mesmo ano, a francesa Simone de Beauvoir publica o livro “O Segundo Sexo”, no qual analisa a condição feminina.
1951
Aprovada pela Organização Internacional do Trabalho a igualdade de remuneração entre trabalho masculino e feminino para função igual.
1960 – Brasil
Grande tenista brasileira, a paulista Maria Esther Andion Bueno torna-se a primeira mulher a vencer os quatros torneios do Grand Slam (Australian Open, Wimbledon, Roland Garros e US Open). Conquistou, no total, 589 títulos em sua carreira.
1974 – Argentina
Isabel Perón torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente.
1975 – Argentina
Ano Internacional da Mulher. A ONU promove a I Conferência Mundial sobre a Mulher, na Cidade do México. Na ocasião, é criado um Plano de Ação.
1979 – Brasil
Eunice Michilles, então representante do PSD/AM, torna-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Senadora, por falecimento do titular da vaga. A equipe feminina de judô inscreve-se com nomes de homens no campeonato sul-americano da Argentina. Esse fato motivaria a revogação do Decreto 3.199.
1980 – Brasil
Recomendada a criação de centros de autodefesa, para coibir a violência contra a mulher. Surge o lema: “Quem ama não mata”.
1983 – Brasil
Surgem os primeiros conselhos estaduais da condição feminina (MG e SP), para traçar políticas públicas para as mulheres. O Ministério da Saúde cria o PAISM – Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher, em resposta à forte mobilização dos movimentos feministas, baseando sua assistência nos princípios da integralidade do corpo, da mente e da sexualidade de cada mulher.
1983 – Estados Unidos
Sally Ride é a primeira mulher astronauta. Voou na nave espacial Challenger.
1985 – Brasil
Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher – DEAM (SP) e muitas são implantadas em outros estados brasileiros. Ainda neste ano, com a Nova República, a Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei que criou o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher.
1985
É criado o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), em lugar do antigo Fundo de Contribuições Voluntárias das Nações Unidas para a Década da Mulher.
1987 – Brasil
Criação do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher do Rio de Janeiro – CEDIM/RJ, a partir da reivindicação dos movimentos de mulheres, para assessorar, formular e estimular políticas públicas para a valorização e a promoção feminina.
1988 – Brasil
Através do lobby do batom, liderado por feministas e pelas 26 deputadas federais constituintes, as mulheres obtêm importantes avanços na Constituição Federal, garantindo igualdade a direitos e obrigações entre homens e mulheres perante a lei.
1990 – Brasil
Eleita a primeira mulher para o cargo de senadora: Júnia Marise, do PDT/MG.
1993 – Brasil
Assassinada Edméia da Silva Euzébia, líder das Mães de Acari, o grupo de nove mães que ainda hoje procuram seus filhos, 11 jovens da Favela de Acari (RJ), seqüestrados e desaparecidos em 1990.
Zélia Cardoso de Mello é a primeira ministra do Brasil. Ela assume a pasta da Economia no governo de Fernando Collor (1990-92).
1993
Ocorre, em Viena, a Conferência Mundial de Direitos Humanos. Os direitos das mulheres e a questão da violência contra o gênero recebem destaque, gerando assim a Declaração sobre a eliminação da violência contra a mulher.
1994 – Brasil
Roseana Sarney é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Foi reeleita em 1998.
1996 – Brasil
O Congresso Nacional inclui o sistema de cotas, na Legislação Eleitoral, obrigando os partidos a inscreverem, no mínimo, 20% de mulheres nas chapas proporcionais.
1996 – Brasil
A escritora Nélida Piñon é a primeira mulher a ocupar a presidência da Academia Brasileira de Letras. Exerce o cargo até 1997 e é membro da ABL desde 1990.
1997 – Brasil
As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras (302). O índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96.
1998 – Brasil
A Senadora Benedita da Silva é a primeira mulher a presidir a sessão do Congresso Nacional.
2001 – Alemanha
A alemã Jutta Kleinschmidt é a primeira mulher a vencer o Rali Paris-Dakar, na categoria carros. Considerada a prova mais difícil do planeta – seu desafio é atravessar o deserto – Kleinschmidt, com essa vitória, faz jus à força feminina, presente em todas as atividades do mundo atual. Em 23 anos de disputa, jamais uma mulher havia ganhado nessa competição.
2006 – Chile
Michelle Bachelet é a primeira mulher eleita presidente, entre todos os países da América do Sul. Em 2007, mais uma presidente é eleita: Cristina Kirchner, na Argentina.
2011 – Brasil
Dilma Rousseff é a primeira mulher eleita presidente do Brasil, sendo a 26a. Presidente do país.
Mulher…
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha…
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…
Para você, Mulher tão especial…
Feliz dia da Mulher
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